O vazio no poder

 

O vazio no poder: uma  jornada reflexiva pelo fenômeno político (the art of spaciousness)

Dissertação apresentada à London Metropolitan University para obtenção do título de Mestrado em Prática Social Reflexiva – 2a versão – traduzida e revisada. Novembro de 2015

 

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Resumo / Abstract

Nesta dissertação, eu exploro os possíveis efeitos da combinação de uma prática reflexiva de desenvolvimento social (a “Arte do Invisível”) com o ativismo político (a “Arte do Impossível”). Minha própria jornada é descrita para ilustrar como, quando uma sabedoria prática é construída a partir do encontro destes dois campos, uma compreensão ampliada da vida política pode surgir e inverter o senso comum de que “em política não há espaço vazio”.

A partir do legado de Vaclav Havel e em diálogo com outros profissionais e ativistas de ambos os campos, especialmente com a líder Marina Silva, defendo que a política pode ser percebida como um espaço aberto e fértil para que os cidadãos criem as suas próprias formas de exercer a sua responsabilidade, cultivando assim uma noção mais profunda de pertencimento ao mundo. Como é que é possível construir coletivamente outro nível de consciência no âmbito da ação política?

Minha própria experiência no processo que dá origem a um partido político (Rede Sustentabilidade) e na criação de uma comunidade de práticas políticas transformadoras demonstra na prática como outra maneira de ver o mundo e a nós mesmos pode se desenvolver a partir de uma abordagem fenomenológica de pensamento. É a partir do encontro mais profundo com as experiências que os praticantes políticos podem encarnar as virtudes e atitudes de uma prática política radicalmente diferente.

Por fim, sugere-se a combinação dos dois campos de atuação por meio de espaços de formação em que pode-se desenvolver habilidades que permitam abraçar os aspectos paradoxais da vida política e, assim, superar a separação aparentemente inevitável entre teoria e prática. Quando um tipo de poder delicado é encontrado, um sentido renovado de espacialidade (spaciousness) emerge, nutrindo abordagens radicalmente abertas, horizontais e significativas de participação nos destinos da humanidade.

BAIXE: O vazio no poder: uma  jornada reflexiva pelo fenômeno político

DOWNLOAD: The Art Of Spaciousness 

Abstract    

In this dissertation, I explore the possible effects of combining a reflective development practice (the “Art of the Invisible”) with political activism (the “Art of the Impossible”). My own journey in bridging these two fields is described to illustrate how, when a practical wisdom is built from this encounter, a broader understanding of political life may emerge and become embodied – one which reverses a common sense in which “there is no empty space in politics”.

Drawing on the legacy of Vaclav Havel and in dialogue with other reflective practitioners from both fields, I argue that politics can be faced as an open and fertile space for citizens to create their own ways to participate in the destinies of humankind, and to assume true responsibility and thus to nurture a deeper notion of belonging in the world. How is it possible to build another level of awareness, collectively, in the realm of political action?

My own participation in a new-born political party and a community of political practice are brought forth to demonstrate how this understanding can be held with a phenomenological quality of thinking, from which another way of seeing the world and ourselves, in practice is to be found: from a deeper encounter with our experiences, political practitioners may embody the virtues and attitudes of a radically different political practice.

One combination of the two fields of practice is suggested in the holding of formative spaces, in which political practitioners may gain abilities that enables them to embrace the paradoxical aspects of the political realm, and thus to collapse the seemingly unavoidable split between theory and practice that diminishes their authenticity and conviction.   When a delicate kind of power is found, an ever-renewed sense of spaciousness emerges, from which a radically open, horizontal and meaningful way of participating in the broader destiny of humankind takes place.

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